Isso Explica tudo....
Better days Never Come
Sabe, a vida tem estado um saco. Tem horas que dá vontade simplesmente de pular da janela. sabe, eu tenho quase tudo que eu quero. Uma vida tranquila, passei nas matérias que eu me dediquei, fiz um curso bacana, mas porra, que saco. Pra mim é como se nada disso contasse, nada tá bom. A minha vida tem estado preocupantemente frustrante. Nao sei o que fazer pra melhorar.
Acho que é falta de mulher....
altura: 1,70m
busto: 88 cm
quadril: 98 cm
peso: 56 kg
pés: 24
"Não faço anal. Atendimento para homens e casais". Ao lado o telefone (de sampa) e um cachê: R$400,00
Hum... caro, mas a mulher é espetacular. Vou procurar sobre ela: ?Lana Starck?. Ceeeeeeeeeerto...
Lana é de Brusque, uma cidadezinha no interior de Santa Catarina colonizada por alemães, poloneses e italianos, não distante de Blumenau e que, quando alguém lembra ? e isso é raro ?, o faz por conta da indústria têxtil. Interior mesmo, roça. Adolescente, foi babá em Blumenau, aos 18 casou com o rapaz que namorava desde os 16. Casou ?praticamente? virgem ? a data na igreja já estava marcada quando lhe veio a primeira vez. E engravidou ? gravidez que perdeu no terceiro mês. Aí decidiu que um filho só viria muito planejado.
Foi, e diz isso com veemência, uma mulher exemplar, fidelíssima, daquelas certinhas de interior. Mas não é o que o marido ouviu ? disseram-lhe que Lana punha sonífero no chá da sogra e tomava o rumo da noitada, que freqüentava festas ousadas. Quando tudo desandou, estavam juntos fazia sete anos. Não se vêem desde que assinaram o divórcio. A última notícia que teve dele é que foi transferido para Manaus ? é fiscal da Receita. Já sabe de sua carreira e não achou mau, mas acha que aquela é bem diferente da Adriana que conheceu. Lana chamou-se Adriana quase toda a vida.
Foi em Porto Alegre que chegou a cursar o primeiro semestre de Enfermagem, tem o nível Superior incompleto, mas se encontrou mesmo cortando cabelos. Chegou a abrir lá um salão ? ?uma estética?, diz. Seu português é tocado de leve pelas vogais abertas e arrastadas do sotaque gaúcho que mistura com gírias paulistanas.
O salão não deu certo. ?Primeiro negócio, pouca experiência.? Vivia com a mãe e uma meia-irmã ? seus pais são divorciados. Acumulou dívidas. Numa festa, então, alguém lhe sugeriu que fizesse filmes, que em São Paulo havia oportunidades. De noite, comentou com a mãe. Como era coisa de amigo do amigo de quem falou, a mãe teve medo ? não do filme, mas de que fosse algo traiçoeiro, um rapto, tráfico de mulheres para a Europa. Lana foi, era filme mesmo.
Nem filme, apenas cena, que no Brasil as moças são contratadas por cena. Em média, 1.500 reais a cena que demora de 40 minutos a hora e meia para ser gravada. Fórmula simples: os atores aparecem vestidos; então se despem, ele faz sexo oral nela, ela nele; então ele a toma pela frente, depois por trás. Termina com o orgasmo masculino. Juntem-se umas seis destas, está pronto um filme.
Lana fez as contas e decidiu que umas cenas resolviam-lhe a vida. Quitou as dívidas ? começou o tique-taque do relógio. Um filme demora uns meses para ser editado e, durante estes meses, Lana não comentou com ninguém. À noite, caía em angústia. O que diriam seus clientes quando soubessem? Seus conhecidos ? tanta gente. Fechou o salão, comprou para a mãe uma casa na terra familiar e segura de Santa Catarina. Tinha 27 anos, sobravam-lhe no bolso 300 reais e uma passagem para São Paulo. Foi.
Quando chegou a São Paulo disposta a seguir a carreira que tinha começado, em outubro de 2003, cruzou caminhos com o ator Alexandre Frota, que seguia o mesmo rumo. A primeira cena de Frota foi com ela ? a última cena dela antes de ser contratada pela Buttman. Novamente o relógio começou seu giro. Hora de contar ao pai antes que o filme pornô mais badalado lançado no país chegasse às páginas de todas as revistas. Disse tudo no Natal. Diz que gaguejou ? ele perguntou se ela estava feliz.
?Eu gosto muito da coisa forte, muito gemido, muito grito, muitas dessas palavras que a gente usa?, explica Lana. Não está nisso porque gosta de platéia ? não gosta, quanto menos gente assistindo às filmagens, melhor. Também não se interessa muito pelo início de cada cena ? os beijos e os abraços e carinhos e línguas. Estimula-se antes: aprendeu o que é orgasmo à frente das câmaras e está tudo em sua cabeça. Não importa com quem contracene.
Lana não fala de amor. Se sente que se apaixona, não atende telefone, não responde recado, corta contato. Caso necessário, é rude. Seus objetivos são claros: fazer dinheiro. A pancada do primeiro casamento ensinou-lhe uma certa frieza. Quer trabalhar enquanto der, acha que, aos 29, não tem muito mais tempo na profissão. Aí talvez volte para a boa Santa Catarina e abra um novo salão ? uma estética. Quer coisa grande. É possível que seja então o momento de ter um filho ? aquele que decidiu, faz mais de década, que planejaria.
Porra, acho que vou comer essa mulher... :think:
Melhor ainda, eu tenho que CASAR com essa mulher.
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